Lerner e Emília mais uma vez deixam transparecer rompimento
A queda-de-braço entre o governador Jaime Lerner (PFL) e a vice-governadora Emília Belinati (PTB) não teve trégua nem na posse do novo ministro de Esportes, Turismo e Juventude, Rafael Greca (PFL). Assim como na última sexta-feira, quando prestaram juramento na Assembléia Legislativa, Lerner e Emília mal trocaram olhares, o que evidenciou pela segunda vez em menos de uma semana o rompimento político entre os dois. Eles foram para Brasília em aviões separados. Lerner foi no jato oficial do governo e Emília pegou carona no avião do ex-governador Paulo Pimentel (PFL).
Para não cruzar com Lerner, Emília desceu três hangares antes do reservado pelo escritório político do Estado em Brasília para o desembarque das quatro aeronaves que se deslocaram do Paraná para o Distrito Federal. Emília não encontrou o governador no aeroporto, mas teve que cumprimentá-lo na cerimônia preparada pelo governo federal para Greca, no auditório do Ministério da Educação. O toque de mãos foi frio e rápido, conforme a Folha apurou ontem com base no relato dos políticos paranaenses e assessores que participaram da solenidade.
Aliados como o presidente estadual do PFL, José Carlos Gomes Carvalho, tentou dissipar o mal-estar. Carvalhinho sugeriu a Emília que acabe com essa situação. O dirigente ficou falando sozinho. A vice não se manifestou e deixou transparecer que a mágoa ainda é muito recente. Estimulada pelo marido, o prefeito de Londrina Antonio Belinati (sem partido), Emília está há quase 20 dias sem trocar uma frase completa com o governador. O motivo oficial da crise é a composição do novo secretariado. Nos bastidores, a disputa pelo poder é mais ampla e passa pela sucessão do governador em 2002. (L.D)





