Lerner diz que resultado é a rejeição a Requião
Curitiba - O ex-governador Jaime Lerner (PSB) comemorou ontem o resultado das eleições municipais em todo o Paraná, especialmente em Curitiba. Ele analisou que o PMDB, que fez 120 prefeituras, não conseguiu eleger nenhum prefeito em um grande município. ''O que pesa nas eleições são as grandes cidades. Os pequenos municípios têm sua política própria. Não dá para dizer que o partido A ou B é vencedor. Mas ficou claro que na verdade o PT acabou sendo sobrecarregado com o desgaste do PMDB do governador Roberto Requião'', salientou ele.
Lerner lembrou que Requião chegou a ir para as ruas em busca de apoio para candidatura de Angelo Vanhoni em Curitiba. ''Ele sempre foi eleito por ter um padrinho atrás. Foi assim quando foi eleito prefeito de Curitiba, com o apoio do ex-governador José Richa. Foi eleito governador com o apoio do senador Alvaro Dias, na época governador. E conseguiu chegar de novo ao governo com o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele procurou desta vez a primeira eleição dele. E o povo votou contra ele. Sem dúvida foi uma derrota do Requião e da política de ameaças, destruição e ódio'', afirmou o ex-governador.
Lerner colocou uma equipe especialmente para trabalhar na campanha de Beto. ''Ele representa o novo momento de vida que o Estado está precisando ter. Uma nova liderança'', justificou. O ex-governador lembrou que na campanha televisa, o PT tentou mostrar que Beto Richa tinha o DNA do grupo político de Lerner. ''Até na propaganda, Requião foi infeliz. Ele perdeu até mesmo na genética'', brincou.
Lerner disse que não tem a intenção de receber louros pela vitória de Beto, que tem como vice Luciano Ducci, do mesmo partido do ex-governador. Ele mesmo nunca apareceu pedindo votos ou apoio a Beto nas propagandas políticas e garante que não quer mais enfrentar as urnas. Entretanto, não desistiu de continuar fazendo política. ''Vou contribuir da forma que eu sei, que é fazendo planejamentos urbanos e de melhoria das cidades'', garantiu.
Para 2006, Lerner já tem lado. Ele deverá apoiar o candidato que ele chama das oposições. Contra o modelo político do governador Requião. ''Não me interessa quem será o candidato, mas vou apoiar aquele que quiser fazer um governo sem raiva'', atacou. (L.P.)





