James Alberti e
Leandro Donatti
De Curitiba
O governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem em Curitiba que quer ficar longe dos radicais da União Democrática Ruralista (UDR), que o ameaçam de processo junto ao Superior Tribunal de Justiça pelo descumprimento de ordens de reintegração de posse. ‘‘Quero distância desses radicais. Eles têm de enxergar que o governo tem de administrar dois lados. O governo tem de fazer a mediação entre as partes (produtores e sem-terra).’’
Lerner disse que seu governo tem feito tudo para solucionar o problema da terra no Paraná. E que a ameaça do presidente da UDR, Marcos Menezes Prochet, é injusta. ‘‘Não é assim que vamos solucionar o problema’’, ponderou. O governador ficou furioso com o ataque inesperado da UDR. A entidade diz que vai pedir a sua cassação pelos crimes de desobediência, responsabilidade e improbidade administrativa.
O secretário da Segurança, Cândido Martins Oliveira, foi mais duro nas declarações contra a UDR. ‘‘Este cidadão (Prochet) é um ressentido. Queria que eu colocasse a polícia a serviço dos fazendeiros. E eu não o fiz’’, disse. Segundo o secretário de Lerner, fica a cargo do governo estadual definir a melhor estratégia ou o melhor momento para se promover desocupações.
‘‘O pedido de cassação que eles dizem que vão entrar no STJ é infundado e completamente improcedente. A UDR atrapalha o diálogo do governo com os produtores. Faz mais mal do que bem. Cada vez que entra no processo atrapalha. Tem gente infiltrada na UDR que usa a entidade para promover e pressionar o governo’’, considerou Cândido Martins ontem à tarde.

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