Lerner diz que não favoreceu ninguém
Arquivo FolhaISENÇÃOLerner: ‘‘Nossas abordagens foram respeitosas’O governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem que as acusações feitas por Valdir Rossoni, de que ele estaria usando a máquina do governo para alterar o resultado da eleição na Assembléia, só dimuinuem os deputados. ‘‘Demos alguns telefonemas sim, chamei secretários, mas com abordagens sempre respeitosas. Não usamos a máquina para favorecer um candidato ou prejudicar outro’’, reagiu. Lerner afirmou que gostou muito do resultado e que a vitória de Nelson Justus garante a governabilidade. ‘‘Toda disputa traz avanço democrático’’, considerou.
Pela primeira vez, o governador admitiu que o Palácio Iguaçu entrou de cabeça na briga pela sucessão de Aníbal Khury, sepultado na última terça-feira, vítima de falência total de órgãos. Consciente da dissidência criada na base aliada, por conta de sua posição no decorrer do processo eleitoral, Lerner apelou ontem para o fim do racha interno. ‘‘Peço a todos os deputados o empenho na união em torno do desenvolvimento do Estado. Vamos costurar rapidamente a nossa base de apoio com a linha da solidariedade, sem sequelas. De preferência com cerzido invisível’’, declarou.
Lerner disse que escolheu Justus por uma questão de ‘‘feeling’’. Não quis relacionar a candidatura de Valdir Rossoni ao ‘‘Grupo dos 21’’, que tanto lhe tem dado dor de cabeça na Assembléia. ‘‘Isso para mim é um assunto pontual que já passou. Optei pelo Justus porque achei que era fundamental para garantir a minha liderança’’, emendou.
O presidente do Tribunal de Justiça, Sydney Zappa; e o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacóia, refutaram também as acusações de Rossoni, de que desembargadores e procuradores teriam se envolvido no processo eleitoral. Rossoni afirmou que o peso de representantes da Justiça também influenciou o resultado em favor de Justus.
‘‘Não teria cabimento o Judiciário envolver-se em questões do Poder Legislativo’’, declarou Zappa. ‘‘Do Ministério Público, posso assegurar que não houve qualquer tipo de ingerência’’, completou Gilberto Giacóia. (L.D.)

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