O governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem em Londrina que caberá a ele definir o melhor candidato do governo ao Senado para as eleições de 1998. ‘‘Não vou admitir tiroteio dentro da nossa trincheira. De jeito nenhum’’. Lerner respondeu, assim, aos três pré-candidatos ao Senado e às declarações do presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), que cobrou pressa na definição do indicado. Khury defende Emília Belinati (PTB) ao Senado e o secretário da Agricultura, Hermas Brandão (PTB), como vice de Lerner nas próximas eleições.
O apoio do governador para a candidatura ao Senado também é disputado pelo chefe da Casa Civil, Rafael Greca, e pelo ministro da Previdência, Reinhold Stephanes, ambos do PFL. ‘‘Vou escolher junto com os partidos que formam a nossa base de apoio, mas evidentemente a última palavra quem dá é o governador, e eu não vou abrir mão disso’’.
Lerner não deu pistas sobre sua escolha, mas ‘desfilou’ ontem em Londrina, Astorga e Maringá ao lado do chefe da Casa Civil, Rafael Greca. Emília está de licença em Florianópolis. O governador voltou a repetir que ficaria ‘‘muito honrado’’ com a possibilidade de ter a vice repetindo com ele a dobradinha de 1994. ‘‘Feliz do Paraná que pode ter lideranças como a Emília, o Rafael e o Reinhold, que são excelentes nomes’’, amenizou em seguida, tentando prestigiar os três.
Rafael Greca não perdeu a chance de voltar a empurrar Emília na chapa como vice. ‘‘Vejo na Emília a companhia ideal para o Lerner repetir a vitória nas próxima eleição. Não tenho qualquer conflito com a senhora Emília, muito menos com o prefeito (Antonio Belinati), que é meu amigo’’, garantiu Greca.
O secretário defende que os partidos consultem a população para definir o melhor candidato ao Senado. ‘‘É claro que a palavra final é do governador, mas ele, sábio como é, vai ouvir sempre o povo’’, disse Greca. ‘‘E se o povo entender que não devo sair para o Senado, eu saio para federal ou estadual e não venho atrapalhar vocês, do interior’’.
Em Maringá, onde se reuniu com mais de 200 prefeitos da região, Lerner atacou o ex-governador Álvaro Dias (PSDB), acusando-o de não fazer parte da história do PSDB. ‘‘As lideranças autênticas do partido podem viabilizar uma coligação, o que esperamos’’, afirmou. Ele disse que os candidatos de oposição estão ‘‘ciscando’’ porque não conseguiram em duas administrações fazer o que o atual governo está fazendo pelo Paraná. Lerner admitiu uma aliança com o PPB, mas não confirmou se aceita o ex-prefeito de Maringá, Ricardo Barros, como vice. (Colaborou Marcos Zanatta, de Maringá)

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