O governador Jaime Lerner disse ontem que lamenta a expulsão do governador do MS, Dante de Oliveira, do PDT. ‘‘O Dante é uma grande liderança. Lamento profundamente a expulsão’’, afirmou.
A declaração foi repassada aos jornais pelo seu assessor de imprensa, Marcelo Cattani. Mas Lerner não quis ampliar comentários sobre o caso. Se a expulsão for consumada, o PDT terá apenas um governador - ele próprio.
O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, preferiu dissimular. ‘‘Não houve expulsão, mas saída espontânea’’, alegou, afirmando que pelo que leu nos jornais, o governador ‘‘pediu desligamento’’. Mas Taniguchi mostrou preocupação com a ‘‘depuração’’ imposta pelo comando do PDT, pois torna o partido ‘‘cada vez menor’’.
O presidente nacional do partido, Leonel Brizola, adiantou que a cúpula do PDT vai expulsar o governador do Mato Grosso e mais quatro deputados federais - Serafim Venzon (SC), Wilson Braga (PB), Vicente André Gomes (PE) e Luiz Durão (ES) - por eles terem trabalhado e votado a favor da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Lerner afirmou que a posição que defendeu ‘‘é do conhecimento de todos: direito de reeleição com ressalva de uma consulta popular para o caso dos atuais integrantes de cargos executivos’’. Ressalvou, porém que com o resultado, ‘‘não há o que discutir’’.
Sobre seu futuro político, o governador do Paraná voltou a dizer que não tem planos. ‘‘Eleição, para mim, é decorrência do trabalho realizado e candidatura é assunto para 98’’, resumiu. (M.T.)

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