Os deputados governistas que assinaram o pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as transações comerciais entre Sercomtel, Copel, Prefeitura de Londrina e banco FonteCindam terão que se explicar ao governador Jaime Lerner (PFL) numa reunião marcada para a próxima segunda-feira, às 17 horas, no Palácio Iguaçu. A reunião foi solicitada pelo próprio governador que tem esperanças de poder contar com a desistência dos parlamentares.
Na reunião, o governador deverá apresentar os motivos pelos quais a instalação da CPI seria prejudicial para o Estado. Segundo o líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), a maior preocupação de Lerner é com a Copel. ‘‘Uma CPI num momento como este poderá influenciar negativamente no processo de desestatização da Copel’’, argumentou ele.
Enquanto o governo mede esforços para tentar derrubar a CPI, o bloco governista se diz irredutível. Segundo o deputado Durval Amaral (PFL), nenhum deputado deverá desistir da CPI, a não ser que o argumento do Estado seja muito forte. ‘‘Mesmo que alguns deputados desistam, ainda teremos a assinatura dos sete deputados peemedebistas que ainda não aderiram à CPI’’, afirmou Amaral. A bancada do PMDB se diz favorável a instalação da CPI e poderá aderir ao pedido se uma das três exigências feitas forem atendidas: ampliação da CPI para todas as transações comerciais feitas pela Copel, adesão de deputados governistas à CPI do Pedágio ou indicação de um deputado de oposição para a relatoria ou presidência.
Ontem, o presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), comemorava a estratégia que deverá ser usada para que a CPI não saia do papel. De acordo com ele, dez deputados governistas já estariam propensos a desistir da Comissão Parlamentar de Inquérito. Mas mesmo que eles não desistam, Khury afirmou que tem uma carta na manga. A CPI poderá ser instalada, mas não trabalhará por falta de membros. ‘‘Os membros são indicados pelas lideranças dos partidos. Se as lideranças não indicarem membros, a CPI não sai’’, afirmou.

mockup