Lerner deixará R$ 4,1 bi disponível
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domingo, 10 de novembro de 2002
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Pelos cálculos do governador Jaime Lerner (PFL), o governador eleito Roberto Requião (PMDB) vai iniciar seu governo, a partir de 1º de janeiro de 2003, com um saldo disponível de R$ 4,1 bilhões nos cofres do Tesouro do Estado. De acordo com o Palácio Iguaçu, esses recursos já estão aprovados para a execução de programas estaduais que estão em andamento, ou para aqueles que ainda serão iniciados.
Também fazem parte dessa previsão, bastante otimista, os recursos da Agência de Fomento e o resultado da arrecadação adicional de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), gerados pelas indústrias que se instalaram no Paraná nos últimos oito anos. Só em recursos direcionados para programas em execução ou já definidos, em tese, o governador eleito vai poder contar com R$ 3 bilhões. Lerner disse, através de sua assessoria de imprensa, que está satisfeito porque é um dos poucos estados que está deixando uma herança positiva para o próximo governo.
São R$ 930 milhões para obras nas cidades, R$ 600 milhões para programas na área agrícola, R$ 480 milhões para saneamento, R$ 360 milhões para Educação e R$ 700 milhões para estradas estaduais. A Agência de Fomento, por sua vez, tem um saldo de R$ 110 milhões para financiar microempresas. O restante dos recursos, cerca de R$ 1 bilhão, o governador Lerner afirma que estão garantidos com a poupança do ICMS que começa a ser pago pelas empresas beneficiadas pelo programa de incentivo fiscais desde 1995. O governo atual está otimista ainda com a arrecadação do ICMS que este ano teve um aumento de 19% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Os recursos para obras de recuperação das estradas estaduais, cerca de R$ 700 milhões, ainda estão sendo negociados com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O orçamento de 2003 já prevê um gasto de R$ 77 milhões desses recursos para obras nas estradas. Os programas Paraná Urbano, Paraná 12 Meses e o Programa de Expansão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio (Proem), ainda contam com recursos externos para os próximos dois anos, mas dependem também de contrapartidas dos recursos estaduais.


