O governador Jaime Lerner (PFL) assinou ontem decreto determinando 17 dias consecutivos de férias coletivas aos servidores públicos, entre os dias 26 de dezembro a 11 de janeiro de 2002. A medida alcança cerca de 100 mil servidores. Estão de fora 32 mil funcionários de serviços essenciais, como saúde e segurança. Os dias de recesso serão descontados das próximas férias regulamentares a que o servidor tiver direito.

''As férias vão ocorrer em um período em que os serviços públicos não são tão requisitados pelos usuários, coincidindo com as festas de fim de ano, férias escolares, recesso dos poderes Judiciário e Legislativo e o auge da temporada de verão'', declarou ontem o secretário da Administração e da Previdência, Ricardo Smijtink.

Esta é a segunda vez que o governo decreta férias coletivas. Segundo cálculos da Secretaria da Administração, as férias de 11 dias concedidas de 2 a 12 de janeiro passado resultaram em uma redução média de 38% nos gastos com telefonia, energia elétrica e água. Comparando com a média dos gastos de 2000, em igual período, as despesas com água caíram 41%, com energia elétrica, 53%, e com telefonia, 16%.

O gerente da Coordenadoria de Administração e Serviços da secretaria, Manoel Jorge Lacerda Júnior, ressalta que a economia acaba sendo ainda maior, já que a percentagem não inclui a redução de despesas com materiais de limpeza e expediente, alimentação, combustível, entre outras.

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