Lerner critica prisões e vê motivação política
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terça-feira, 06 de abril de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O ex-governador Jaime Lerner (PSB) criticou as prisões de seus dois ex-secretários de Estado. Através de sua assessoria, Lerner classificou as prisões como ''absurdas, decorrentes de motivação política e subtraindo o direito de defesa de quem, em processo judicial isento, provará sua inocência''.
Além do ex-governador, saiu em defesa dos ex-secretários o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB). ''Acho um absurdo. Eles têm domicílio e profissão definidos, e ainda não há uma decisão final. Isso é busca de holofotes por parte do Poder Judiciário e do Ministério Público'', atacou o presidente do Poder Legislativo.
Ao contrário de Brandão, que criticou a postura do MP e do Judiciário, os deputados que fizeram parte da CPI da Copel, encerrada no ano passado, tinham só elogios para o MP.
''Acho que o Ministério Público cumpriu seu papel. Agora cabe à Justiça julgar'', declarou o deputado Marcos Isfer (PPS), que presidiu a CPI da Copel. Tadeu Veneri (PT), responsável por uma das subrelatorias da CPI, disse que o trabalho do MP foi excelente. Veneri foi relator da subcomissão da CPI que investigou operações irregulares realizadas pela estatal de energia. ''Nem todas as CPIs terminam em pizza.'' Já o deputado Élio Rusch (PFL), que fazia parte da base de apoio a Lerner, não quis comentar as prisões.


