Lerner condena ausência de Nedson em solenidade
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quinta-feira, 22 de novembro de 2001
Lino Ramos<br>De Londrina 
O governador Jaime Lerner (PFL) provocou ontem a primeira crise política com o prefeito londrinense, Nedson Micheleti (PT), ao criticar a ausência do petista na entrega da Casa de Custódia de Londrina (CCL), anteontem. Nedson foi barrado pela Polícia Militar, que bloqueava a estrada de acesso à Casa de Custódia para evitar a manifestação de servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
''No ato em que estou entregando uma obra tenho que ser respeitado, o prefeito tem que estar presente e não há desculpa de que não pôde passar. Há duas semanas a Secretaria da Criança repassou mais de R$ 1 milhão ao prefeito para a área social. O prefeito esteve aqui (Curitiba), recebeu o cheque e eu não coloquei um nariz de palhaço na frente dele'', afirmou o governador, durante entrevista à Rádio Paiquerê AM, de Londrina, insinuando que Nedson havia aderido ao protesto.
Em nota oficial, Nedson lamentou as declarações de Lerner e disse que foi barrado próximo à Casa de Custódia 10 minutos antes do horário marcado para a solenidade. A nota diz ainda que Nedson não conseguiu cumprimentar o governador no aeroporto de Londrina porque Lerner foi direto do helicóptero para o avião que o levou de volta à Capital.
Nedson agradeceu ao governador a entrega da Casa de Custódia, mas rechaçou as insinuações de que teria engrossado o protesto dos servidores da UEL. ''A insinuação de que o prefeito teria usado um nariz de palhaço e engrossado a manifestação de servidores e professores da UEL - a quem respeita - é incompreensível e inqualificável'', concluiu a nota oficial.
Segundo o Palácio Iguaçu, ao se referir ao nariz de palhaço, Lerner falou em sentido figurado sobre a ausência do prefeito e que um carro foi buscá-lo no bloqueio, porém Nedson preferiu não ir. O Palácio disse ainda que não há crise e que o episódio não prejudica o relacionamento do Estado com a prefeitura.


