Gerson Guelmann e Cândido Martins Oliveira estão de novo no Poder. O governador Jaime Lerner (PFL) baixou decreto reconduzindo os dois ex-secretários como integrantes de sua equipe. Guelmann e Cândido Oliveira licenciaram-se em julho deste ano, para trabalharem na campanha pela reeleição do governador.
Guelmann retorna à Secretaria Especial de Chefia de Gabinete do Governador, no lugar do cooperativista Ibrahim Fayad, que foi rebaixado temporariamente a assessor especial. Cândido Oliveira divide com Fayad a função de assessor do governador. Eles foram chamados por Lerner para ajudar na formação do novo secretariado.
O decreto do governador vale só para dezembro. Em janeiro, Guelmann deve ser promovido a chefe da Casa Civil, se a reengenharia de Lerner vigorar. ‘‘Sou um fiel colaborador’’, disse ontem. Como chefe de gabinete, ele promete repassar as ordens do governador ao secretariado. Guelmann não sabe ainda se vai integrar o Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal.
A atuação de Cândido Oliveira será mais política. ‘‘Vamos definir perfis e fazer um levantamento para saber se as regiões estão sendo contempladas com o novo secretariado’’, avaliou. Ex-secretário de Segurança e ex-chefe da Casa Civil, Cândido Oliveira anunciou que a partir do mês que vem volta a ser secretário.
O rebaixamento de Fayad é provisório e faz parte de uma estratégia preparada pelo governador. O cooperativista está cotado para assumir a presidência do Banestado, no lugar de Manoel Garcia Cid, o Neco Garcia. Os bastidores dão conta que Lerner escolheu Fayad para concluir o processo de entrega do Banco à iniciativa privada.
A nomeação de Guelmann e Cândido confirma a intenção do governador em não se antecipar à reforma do secretariado. Lerner está disposto a anunciar as trocas às vésperas de sua posse, no dia 1º de janeiro. A Casa Civil e a Fazenda continuam embolando o processo. Giovani Gionédis ainda não assegurou sua manutenção na Fazenda. (L.D)

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