Lerner antecipa saída de secretários
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domingo, 21 de dezembro de 1997
Leandro Donatti Curitiba 
Os secretários que quiserem ser candidatos nas eleições do ano que vem terão de deixar o governo no início de fevereiro. O anúncio foi feito pelo governador Jaime Lerner (PFL), na sexta-feira, antes do seu embarque para os Estados Unidos. A decisão antecipa em dois meses o limite para a desincompatibilização, fixado em 2 de abril. Lerner quer garantir que a saída dos secretários não atrapalhe o andamento do seu governo.
A saída compulsória irá desencadear uma mini-reforma do secretariado. A mexida deve desaguar no final de janeiro, depois do retorno do governador de Washington e Tóquio, onde formalizará empréstimos junto a organismos internacionais. Remanejamentos internos e nomeações de caráter técnico já começam a ser articulados nos bastidores.
Pelo menos meia dúzia de detentores de pastas planejam concorrer em 98. O chefe da Casa Civil, Rafael Greca (PFL), ambiciona ser o candidato ao Senado. Hermas Brandão (PTB), da Agricultura, quer ser o vice de Lerner. Ele já anunciou que sai um mês antes dos demais secretários. Nelson Justus (PTB), da Indústria e do Comércio, Joni Varisco (PTB), do Emprego e Relações do Trabalho, Rafael Dely (PDT), da Política Habitacional, e Armando Raggio (PSB), da Saúde, devem disputar uma vaga no Legislativo.
A movimentação em busca de mandatos ocorre também ainda no segundo escalão do governo. Omar Ackel (PTB), que atualmente responde pela Mineropar, pensa em assumir uma cadeira na Assembléia Legislativa. Antonio Leonel Polloni, da Codapar, e Juraci Barbosa Sobrinho, do Instituto de Pesos e Medidas, também estariam dispostos ao desafio.
As mudanças na equipe serão amadurecidas pelo governador durante a permanência no exterior. Além da Indústria e Comércio, Política Habitacional, Emprego e Relações do Trabalho e Saúde, Lerner terá ainda a Justiça, comandada por Edson Vidal, à sua disposição. O secretário não é candidato em 98, mas concorrerá em fevereiro à Procuradoria Geral de Justiça, cargo máximo do Ministério Público do Paraná.
Para suprir a saída de Rafael Greca, da Casa Civil, o governo estuda a possibilidade de remanejar Cândido Martins de Oliveira, da Segurança, para a função. O secretário, que era apontado pelo próprio Palácio Iguaçu como eventual candidato em 98, descarta qualquer possibilidade de concorrer.


