O programa de governo que o candidato à reeleição, Jaime Lerner (PFL), desenvolverá, se vencer as eleições de outubro e fizer um segundo mandato, ainda não está pronto. Deve sair no final deste mês ou no começo de agosto, segundo a assessoria do candidato. Equipes de técnicos, professores universitários e colaboradores estão elaborando o plano que Lerner seguirá caso saia vitorioso para governar o Paraná a partir de 1999.
‘‘Mas é claro que o mote principal é consolidar a transformação do Paraná. Esse vai ser o discurso e a ação’’, informou a assessoria de comunicação da campanha de Lerner. ‘‘A idéia é de continuidade, da não-ruptura de programas, projetos e ações desenvolvidos pelo Estado. E essa meta já está sendo difundida em todos os municípios’’, disse a assessoria. O próprio nome da coligação, ‘‘Movimento Paraná Segue em Frente’’, demonstra a idéia.
Lerner não pôde atender a reportagem porque viajou na quarta-feira para Nova York. Ele deve voltar hoje. Mas sua assessoria se incumbe de propagandeá-lo. ‘‘Os municípios estão em ebulição com obras realizadas em parceria com o governo. Existem pelo menos cinco delas em cada município. O governo vai mostrar que faz e que pode fazer mais’’, detalhou um dos coordenadores da campanha de Lerner, João Elias de Oliveira.
O staff da campanha do governador já definiu que os projetos bem-sucedidos nas áreas de industrialização, educação, saúde, esporte, meio ambiente, turismo, ação social e agricultura serão repetidos e ampliados. O programa de Vilas Rurais, por exemplo, foi classificado pela Organização das Nações Unidas (ONU), como ‘‘modelo de fixação do homem no campo’’.
Outros dois projetos foram premiados pelo Unicef: ‘‘Da Rua para a Escola’’, que, segundo o governo retirou 40 mil crianças das ruas, e o ‘‘Protegendo a Vida’’, de treinamento de agentes de saúde para atender populações pobres. ‘‘Sabemos que as boas ações podem ser complementadas, mas também serão contempladas novas iniciativas’’, diz João Elias.
Lerner, 60 anos, começou sua carreira política aos 33 como prefeito nomeado (‘biônico’) de Curitiba, na gestão de 1971-1975. Foi nesse período que implantou o Plano Diretor de Curitiba. Foi nomeado novamente prefeito de 1979-1983 e eleito para a gestão 1989-1993. Além de formado em Engenharia Civil e Arquitetura, é consultor da ONU para assuntos de urbanismo. Ele também assessorou o governo do Rio de Janeiro, quando Leonel Brizola administrou aquele Estado.

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