Rafael Greca: "Estou muito satisfeito com o meu desempenho, em ter recebido quase 40% dos votos dos curitibanos. É uma grande alegria. Vou me dedicar com ainda mais afinco agora"
Rafael Greca: "Estou muito satisfeito com o meu desempenho, em ter recebido quase 40% dos votos dos curitibanos. É uma grande alegria. Vou me dedicar com ainda mais afinco agora" | Foto: Joka Madruga/Estadão Conteúdo
Ney Leprevost:  "Quero convidar as pessoas não só que votaram no Fruet, mas nos candidatos dos outros partidos, que juntem-se a nós e sintam-se acolhidas na nossa corrida do bem"
Ney Leprevost: "Quero convidar as pessoas não só que votaram no Fruet, mas nos candidatos dos outros partidos, que juntem-se a nós e sintam-se acolhidas na nossa corrida do bem" | Foto: Geraldo Bubinak/AGB/Estadão Conteúdo



Curitiba - O deputado estadual Ney Leprevost (PSD) disputará o segundo turno, no próximo dia 30, em Curitiba, contra Rafael Greca (PMN), que já administrou a cidade, entre 1993 e 1997. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, ele recebeu 219.727 votos (23,66%), contra 356.539 (38,38%) do político do PMN. O atual prefeito, Gustavo Fruet (PDT), que aparecia em segundo lugar em todas as pesquisas, ficou de fora, com 186.067 (20,03%).
A quarta colocada foi Maria Victoria (PP), com 52.576 votos (5,66%), seguida de Requião Filho (PMDB), com 52.017 (5,60%), Tadeu Veneri (PT), com 38.758 (4,28%), Ademar Pereira (Pros), com 11.489 (1,24%), e Xênia Mello (PSOL), com 10.683 (1,15%). O resultado, com 100% das urnas apuradas, foi confirmado perto das 18 horas de ontem. Nenhum dos derrotados adiantou quem apoiará a partir de agora.
O último levantamento do Ibope, divulgado sábado (1º), apontava um empate técnico entre Fruet, com 19%, e Leprevost, com 15%, pela segunda colocação. Greca aparecia na frente, com 30%, mas bem abaixo dos 45% que o instituto lhe dava duas semanas atrás. Essa foi a segunda vez seguida que os eleitores da capital paranaense tiraram do candidato à reeleição a chance de avançar para o segundo turno. Em 2012, quem sofreu derrota semelhante foi Luciano Ducci (PSB), desbancado por Fruet.
Dono de uma das maiores coligações, de sete partidos, Leprevost contou com o apoio de Ratinho Jr. (PSC), seu ex-colega de Assembleia Legislativa (AL) e que desfruta de grande popularidade na cidade, para surpreender. O vice na chapa, o médico João Guilherme Moraes (PSC), foi indicado pelo hoje secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano. "[Tem] um peso muito importante. É um excelente apoio e sem dúvida ajudou bastante", elogiou. Além das duas siglas, fazem parte da coligação PEN, PPL, PTC, PSL e PCdoB.
No TRE, o candidato desconversou sobre novas alianças. "Não estamos tratando no momento nem de estratégia política, nem de diálogo com os demais partidos. O que quero é convidar as pessoas não só que votaram no Fruet, mas nos candidatos dos outros partidos, que juntem-se a nós e sintam-se acolhidas na nossa corrida do bem", disse. "Não há mágoa nenhuma no meu coração em relação aos que disputaram comigo o primeiro turno", completou. Sobre os dados do Ibope, ele falou que de fato sentiu um crescimento por parte do eleitorado nos últimos dias. "Mas acredito que já estávamos bem anteriormente."
Assim como em todo o País, as crises política e econômica permearam os debates durante a campanha. Fruet repetia que, mesmo diante do momento desfavorável, conseguiu manter os serviços públicos essenciais, "sem qualquer desvio de conduta". O discurso, contudo, não colou. Foi criticado por conta do fechamento de vagas na educação infantil, da desintegração do transporte coletivo com a região metropolitana e do atendimento a pessoas em situação de rua.
Em coletiva de imprensa, o prefeito falou que ainda estava digerindo o resultado das urnas e que não seria hora de definir um posicionamento no segundo turno. Agradeceu, porém, "a todos que tornaram essa caminhada possível e que se esforçaram para que Curitiba se tornasse uma cidade cada vez mais humana". O pedetista assegurou ainda que "cumprirá a missão até o final, garantindo uma transição segura e respeitosa" com quem for eleito em 30 de outubro.
Tendo como slogan "volta, Curitiba", Greca aposta num sentimento de nostalgia para vencer a eleição. "Estou muito satisfeito com o meu desempenho, em ter recebido quase 40% dos votos dos curitibanos. É uma grande alegria. Vou me dedicar com ainda mais afinco a partir de agora", afirmou. "Não me cabe escolher adversário. Quem escolhe é o povo. Minha proposta é defender Curitiba e colocar meu conhecimento de engenheiro e urbanista para ouvir a população", acrescentou, sobre o duelo com Leprevost.
O companheiro de chapa do ex-prefeito é Eduardo Pimentel Slaviero (PSDB), neto do ex-governador Paulo Pimentel e correligionário do governador Beto Richa (PSDB). A aliança com o chefe do Executivo estadual, aliás, foi um ponto explorado pelos demais concorrentes ao cargo. Integram a coligação "Curitiba Inovação e Amor", ainda: PSB, DEM, PTN, PSDC e PT do B.

mockup