Leis sancionadas evitam desrespeito aos direitos humanos
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domingo, 20 de novembro de 2011
Luci Ribeiro e Rosana de Cássia <br> Agência Estado 
Brasília- A presidente Dilma Rousseff sancionou na sexta-feira a lei que permite aos cidadãos ter acesso a informações públicas e a lei que cria a Comissão da Verdade. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Dilma destacou que essas duas leis representam um grande avanço nacional e um passo decisivo na consolidação da democracia brasileira. A informação torna-se aberta em todas as suas instâncias. O Poder Público torna-se mais transparente, completou a presidente.
Para a presidente, as duas leis são uma forma de evitar que atos ou documentos que atentem aos direitos humanos fiquem sob sigilo. O sigilo não oferecerá nunca mais guarida ao desrespeito aos direitos humanos no Brasil, disse Dilma, sob muitos aplausos.
A Lei de Acesso à Informação, de autoria do Executivo e que foi encaminhada em maio de 2009 ao Congresso Nacional, entra em vigor em seis meses. Ela garante o acesso a documentos públicos de órgãos federais, estaduais, distritais e municipais dos três Poderes. Todos os brasileiros sem exceção poderão consultar documentos produzidos pela administração pública, explicou a presidente, acrescentando que, em seis meses, todos os órgãos públicos terão que publicar informações na internet sobre sua atuação, gestão e disponibilidade orçamentária.
O sigilo de documentos só será justificável em casos de proteção da segurança do Estado e de informações de caráter pessoal. Caso o acesso à informação pública seja negado, caberá recurso. O tempo para manter sob sigilo documentos ultrassecretos será de 25 anos; secretos, 15 anos; e reservados, cinco. Somente o sigilo de documentos ultrassecretos poderá ser prorrogado, uma única vez e por igual período. O tempo máximo de sigilo será de 50 anos.
Comissão da Verdade
A Comissão da Verdade foi criada para investigar, em dois anos, violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988. A comissão será composta por sete membros, nomeados pela Presidência da República. A Comissão da Verdade tem grande significado para o Brasil, e o Congresso Nacional demonstrou isso, pois o projeto recebeu apoio de todos os partidos, disse a presidente. O silêncio e o esquecimento são sempre uma grande ameaça (...). Não podemos deixar que no Brasil a verdade se corrompa com o silêncio, concluiu.


