Leiloeiro nega venda de salvados no Estado
Curitiba - O leiloeiro Luiz Odair Favareto, que realiza leilões públicos para quatro seguradoras de veículos, negou que exista a prática de venda de salvados no Estado. Ele tem 800 carros sinistrados esperando para ser leiloados. Quinzenalmente, 150 deles vão a leilão. Todos os veículos são inspecionados pelo Detran e recebem autorização para a comercialização.
''A autorização varia com o boletim de ocorrência emitido pelo Batalhão de Polícia de Trânsito. Só podem ser vendidos com nota fiscal os veículos que tiveram sinistros de pequena e média monta. Se for grande monta, a seguradora é obrigada a dar baixa no Detran e o carro é vendido como sucata para a venda de peças somente. O chassi é retirado'', explicou o leiloeiro. O pátio da empresa de leilão foi vistoriado ontem pelos parlamentares da CPMI.
A CPMI foi acompanhada por representantes da Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg) e do Sindicato da Indústria de Funilaria e Pintura de São Paulo (Sindifupe). O presidente do Sindifupe, Angelo Coelho, acusou as seguradoras de estar lucrando com a venda de carros que favorecem o crescimento do crime organizado. ''Os salvados são um grande negócio'', disse. É um mercado, segundo ele, de cerca de 120 mil carros salvados por ano, que rende de R$ 700 a R$ 800 milhões para as seguradoras.
O diretor da Fenaseg, Ricardo Xavier, negou as denúncias feitas por Coelho. ''Uma das nossas grandes preocupações é combater o desmanche, que vem do roubo de veículos, que não é de nosso interesse'', justificou. (L.P. e M.G.)





