A prefeita eleita de Wenceslau Braz (117 quilômetros ao sul de Jacarezinho), Carolina Batistão de Souza (PDT), tenta impedir na Justiça a realização de um leilão de veículos da prefeitura marcado para hoje, às 14 horas, na garagem municipal. O leilão tem 14 lotes e de acordo com o edital distribuído pela prefeitura, objetiva a ‘‘venda de bens móveis inservíveis para a administração’’. A prefeitura espera injetar recursos no caixa para pagar o salário de dezembro do funcionalismo.
Entre os lotes estão três veículos praticamente novos: um Monza ano 95, um Fiat Fiorino ano 94 e uma Parati ano 93, todos em boas condições de uso. O lance mínimo do Monza é de R$ 12.500,00, o que confirma o estado do carro. Também constam nos lotes três caminhões, quatro carros mais velhos (dois deles ano 85, 77, e 86), uma moto, duas caçambas e cinco mil quilos de ferro velho.
A prefeita eleita considera o leilão um ‘‘escândalo’’. ‘‘É praticamente toda a frota do município. Como é que eu vou trabalhar sem esses carros?’’ Ela rebate o termo ‘‘inservível’’ e garante que os três veículos já citados estão em ‘‘perfeitas condições’’. Carolina de Souza acredita que deveria ter sido chamada pelo atual prefeito, José Álvaro Gemin (PSDB), para discutir uma solução para o problema de caixa da prefeitura.
Gemin rebate e diz que não estão incluídos no leilão veículos para atendimento aos serviços básicos como saúde, transporte escolar e maquinário. ‘‘Tirando esses três carros que estão bons, o resto é sucata e não vai fazer nenhuma falta para a prefeitura. Não estou fazendo nada irregular’’, afirma. Ele reconhece que o Monza, a Parati e o Fiorino estão em boas condições, mas diz que, na atual circunstância, mantê-los seria ‘‘um luxo’’. ‘‘São carros usados para as viagens de trabalho a Curitiba, atendimento social e eventual transporte de funcionários. Não seria justo mantê-los enquanto os funcionários municipais correm o risco de não receber o salário de dezembro’’, argumentou. (P.Z.)

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