Lei que autoriza privatização teve 33 votos
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quarta-feira, 21 de março de 2001
Maria Duarte De Curitiba 
Deputados que hoje são contra ou estão indefinidos em relação à privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) ajudaram a aprovar a Lei 12.355/98, que autoriza o Estado a vender a empresa. A lei foi aprovada em dezembro de 98 (13 deputados que votaram naquela época não se reelegeram). Entretanto, os que se reelegeram votaram pela aprovação ou não estiveram presentes na Assembléia nos três dias em que o projeto foi apreciado pelo plenário. De acordo com a ata da sessão do dia 2 de dezembro de 98 (primeira discussão da matéria), 46 deputados votaram: 33 a favor e 13 contra.
Quando o projeto foi aprovado em segunda discussão, no dia 7 de dezembro, votaram contra apenas 11 deputados - dois da oposição não participaram da votação final. Hoje, pelo levantamento da Folha, 28 são contra, 19 indefinidos e apenas sete estão a favor da venda da Copel.
Segundo o Departamento Legislativo, foram resgistrados apenas os votos contrários, porque a bancada de oposição fez questão de destacar quem era contra a venda. Os deputados que aprovaram o projeto não constam em relação oficial na Assembléia, porque a votação não foi nominal e o Legislativo não tem o registro da votação do projeto que permite ao governo vender a Copel.
Os deputados que votaram contra a autorização para venda foram Caíto Quintana, Orlando Pessuti, Nereu Moura, Luis Cláudio Romanelli, Renato Adur, Antônio Anibelli (todos do PMDB na época), Paulo Gorski (PTB), José Maria Ferreira (PSDB) e a bancada do PT: Ângelo Vanhoni, Florisvaldo Fier (o Doutor Rosinha), Irineu Colombo e Péricles Holleben de Mello, além de Edgar Bueno (PDT).


