Curitiba - A mensagem de lei que viabilizou a transação foi enviada para a apreciação dos parlamentares pelo ex-secretário de Estado da Fazenda Ingo Hubert, que teria recebido a proposição da mensagem das mãos da Adifea. Uma cópia da proposta de lei da Adifea foi protocolada na CPI da Copel e está anexada nos processos que estão em tramitação do Ministério Público (MP) estadual. Para elaborar o projeto de lei, a Adifea não cobrou nada.
Assinaram a lei os ex-secretários Hubert e José Cid Campêlo Filho, que respondia na época pela Secretaria de Estado do Governo. Além do ex-governador Jaime Lerner (PSB). Ontem, Cid Campêlo disse que não sabia a autoria da proposta. Ele teria analisado e achado que não continha qualquer erro de elaboração e encaminhado para a aprovação da Assembléia. ''Recebi a proposta das mãos do Ingo (Hubert) para que fosse encaminhada a mensagem. O que aconteceu antes disso, eu não sei. Não vi nada demais na compra de créditos tributários para o pagamento de despesas. Se em algum caso a transação foi equivocada, não foi por causa de um equívoco da lei'', analisou o ex-secretário.
O advogado de Ingo Hubert, Roberto Brzezinski Neto, ainda está se interando do processo envolvendo casos ligados a Adifea. Entretanto, ele adiantou que nenhuma negociação ilegal foi cometida pela Copel ou pela Secretaria da Fazenda durante a administração de Hubert, que foi o responsável inclusive pelo processo de transição aparentemente amistosa entre os governos Lerner e Roberto Requião (PMDB).
Na Adifea, a Folha foi informada que o conselho administrativo está analisando o teor das denúncias formuladas pelo MP e somente vai se posicionar depois de juntar elementos que comprovem que os dados levantados são infundados. Depois disso, a Adifea vai decidir as providências jurídicas que serão tomadas. (L.P.)

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