O forte clima de emoção que marcou o velório do ex-prefeito de Curitiba Maurício Fruet, não impediu que o grupo político de apoio à sua candidatura fizesse reunião informal ao lado da capela 1 do Cemitério Municipal de Curitiba, para definir qual o posicionamento a ser adotado a partir de agora para as eleições de outubro. Fruet era considerado um dos principais puxadores de votos do PMDB.
O encontro foi coordenado pelo vereador Celso Torquato, pelo ex-prefeito de Araucária Rogério Kampa e pelo assessor de Fruet, Pedro Válter, e definiu que uma reunião vai ser realizada hoje, a partir das 14 horas, para discutir o posicionamento do grupo sem ele. Os peemedebistas querem colocar um candidato substituto na vaga do ex-prefeito.
Presente ao velório, o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB) lembrou que a melhor opção seria o filho de Fruet, o vereador Gustavo Fruet. Mas consulta feita pela Folha à Justiça Eleitoral dá conta de que a troca não é possível, pois terminou no último dia 5 o prazo para substituições na disputa proporcional. Trocas em casos de morte e renúncia só são válidas na disputa majoritária. Eventuais votos que venham a ser conferidos a Maurício Fruet serão considerados nulos.
Emocionado, Gustavo Fruet, disse que as pessoas vinham se aglutinando em torno da candidatura do pai para suprir a ausência ocasionada pela doença. O vereador considerou que o carisma de Maurício Fruet não é transferível, e preferiu não analisar nenhuma alternativa política por enquanto. ‘‘Ele tinha uma personalidade muito forte, e isso não se transfere. Nem parto para essa comparação’’, disse.
Segundo Gustavo, a campanha do pai a deputado federal estava estruturada, e a agenda seria retomada a partir desta semana. O ex-deputado federal Hélio Duque (PSDB) aproveitou para lembrar o bom humor e a irreverência de Fruet, contando uma passagem engraçada. ‘‘Há muitos anos ele (Fruet) era deputado estadual e Alencar Furtado deputado federal. Eles saíram em um carro com destino a Assis Chateaubriand. Na travessia do Rio Piquiri não havia a ponte que existe hoje, mas sim uma balsa. Furtado dormiu dentro do carro e Maurício, ao perceber, chamou os barqueiros e disse que aquele era o novo arcebisbo que estava indo para o Oeste do Estado. O povo então começou a beijar o anel de advogado de Alencar, até que ele despertou assustado, perguntando que era aquilo. Era mais uma brincadeira de Fruet’’, contou.

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