Lei eleva número de mulheres candidatas
O boom das candidaturas femininas às Câmaras Municipais nestas eleições é o principal efeito da lei de cotas que destina o mínimo de 30% das candidaturas nas eleições proporcionais às mulheres, segundo a Lei 9.504, de setembro de 1997. A Bahia, Estado campeão nesse crescimento, de 1.159 candidatas a vereador em 1996, passou este ano para 4.427 um aumento de mais de 380%. É um fato a comemorar, apesar de que, até hoje, nenhum partido conseguiu cumprir a lei nacionalmente, destaca a socióloga Sônia Malheiros. Um levantamento detalhado deverá ser concluído esta semana mostrando o alcance da lei de cotas em cada partido por Estado. Um dos que chama a atenção é o Tocantins, que, segundo Sônia, conseguiu ter vários partidos a alcançar os 30% de candidaturas femininas às Câmaras Municipais. Nacionalmente, a entidade apurou que os partidos pequenos ou nanicos são os que mais se aproximaram da cota prevista por lei, apesar de que todos os partidos passam longe dos 30%. O PSTU chegou a conseguir 24,53% de candidatas a vereador em todo o País. Em segundo lugar vem o Prona, com 22,15% de candidaturas femininas às eleições proporcionais.





