O juiz eleitoral Jurandyr Reis Júnior, responsável pela totalização dos votos, prestação de contas e diplomação dos eleitos, informou que vai analisar nos próximos dias o trabalho de auditoria concluído ontem pelo auditor Sidnei Dionísio de Oliveira. Ele disse que a lei não prevê nenhuma sanção aos candidatos que erraram na declaração de gastos com a campanha. ‘‘O único erro passível de sanção é aquele em que o candidato gastou mais que previu seu partido. Se houver denúncia formal nestes casos, a Justiça toma providência e caso fique comprovado o abuso de poder econômico, ele corre o risco de ter seu mandato cassado’’, alertou.
Jurandyr Reis Júnior reconhece que, ‘‘em tese’’, é possível sonegar, já que alguns candidatos podem ter declarado um valor abaixo do que efetivamente foi gasto. Mas ele diz que a Justiça não tem como averiguar estes casos sem uma denúncia formal. ‘‘Caso haja denúncia nós tomaremos todas as providências, informando o Ministério Público, o Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral para que sejam adotadas as devidas medidas contra o candidato e seu partido político.’’
Sobre os erros cometidos na prestação de contas, ele disse que ainda vai avaliar e, caso haja tempo para correções, a documentação poderá ser remetida aos candidatos para acerto. ‘‘Em princípio acho que vai ser inviável por causa do prazo para diplomação, no próximo dia 16. A prestação de contas precisa ser remetida para o Tribunal Regional Eleitoral e para o Tribunal Superior Eleitoral oito dias antes da diplomação. O prazo é exíguo’’, admitiu.
O prazo para apresentação dos gastos com a campanha no segundo turno venceu no último dia 30. O auditor da UEL nomeado pela Justiça Eleitoral também fará a análise da prestação de contas de Antonio Belinati (PDT) e Luiz Carlos Hauly (PSDB). (P.Z.)

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