Membros do grupo de oito vereadores que conseguiu, no mês passado, a aprovação de um reajuste salarial de 58% para eles próprios, já admitem revogar a lei. Ontem, o veredor Janir Luiz Barbosa, o ‘‘Branco’’ (PFL), preparou a súmula de um projeto pedindo a revogação da medida. A decisão foi tomada depois que o juiz da 1ª Vara Cível, Rui Antônio Cruz, concedeu liminar pedida pelo promotor Mauro Sérgio Rocha, contra o reajuste.
‘‘Se a maioria do grupo decidir, também apoio a revogação’’, diz o vice-presidente da Câmara, João Alves (PMDB), que promulgou a lei no início do mês. Outro vereador defensor do aumento, Júlio Vieira dos Santos (PDT), também admite a revogação da lei, mas afirma que a luta pelo salário vai continuar. ‘‘O aumento pode voltar ainda maior’’, frisa. Vieira acredita que os argumentos da Justiça podem ser derrubados com ajustes na Lei Orgânica do Município.
‘‘É uma questão de tempo’’, ressalta. O salário com aumento deveria ter sido pago na terça-feira, mas a liminar saiu antes e o pagamento foi o mesmo dos meses anteriores: R$ 1.598,20 para cada vereador. O projeto aprovado eleva o salário dos vereadores para R$ 2.520,00. Os vencimentos do prefeito e do vice-prefeito também subiram - 73% e 1.733%, respectivamente -, mas os dois registraram em cartório a ‘‘renúncia’’ do aumento. (S.S.)

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