Curitiba - Políticos, médicos e donos de bares se reuniram ontem na Assembleia Legislativa para discutir os quatro projetos de lei antitabagistas que tramitam na Casa. A audiência pública foi promovida pelo presidente da Comissão de Saúde, deputado Ney Leprevost (PP), que considera a proposta ''radical'' e pretende mudar alguns de seus pontos. O debate praticamente se concentrou numa única questão: a proibição do fumo em espaços públicos fechados.
De acordo com o texto do deputado Reni Pereira (PSB), que reúne os quatro projetos, mesmo os fumódromos serão proibidos. O que vai contra o substitutivo proposto por Reinhold Stephanes (PMDB), que prevê a criação de espaços exlusivos para fumantes em bares, restaurantes e casas noturnas em geral. Os empresários do setor afirmam que já existem exaustores e equipamentos de ventilação capazes de não deixar a fumaça se espalhar para outras áreas. Os representantes da classe médica, contudo, duvidam da eficácia dessas tecnologias.
Outro ponto debatido foi o futuro dos produtores de fumo paranaenses, representados na audiência por políticos de Rio Negro, principal polo do segmento fumígeno no Estado. Para Reni Pereira, no entanto, o embate entre o interesse econônico e o da sociedade será a marca da discussão em plenário. Sobre as possíveis alterações na lei, ele é enfático: ''Qualquer flexibilização vai inviabilizar a lei. Se for assim, é melhor que ela nem exista''.
Terminada a audiência, o presidente da Comissão de Saúde anunciou que vai escolher, até hoje, um relator para a matéria. Se não houver alteração no texto, o projeto segue para a Comissão de Direito do Consumidor (presidida pelo próprio Reni Pereira) e, enfim, para a votação no plenário.

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