Lei abre espaço para negociar, diz Sinepe
Dimitri do Valle
De Curitiba
A presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe) de Curitiba, Emília Guimarães Hardy, disse ontem que a lei que regula as mensalidades será um importante instrumento para resolver situações-limite. Emília acredita que a inadimplência não irá decretar a suspensão em massa de alunos em dificuldades, mas abre diálogo para a renegociação das dívidas.
Sobre as possibilidades de reajuste que a legislação prevê, Emília acha que será preciso avaliar a situação de cada instituição de ensino particular. Ela defende cautela na hora de se pensar em qualquer reajuste. Não adiante fazer propostas mirabolantes. Vai valer a sensatez, comenta.
Emília analisa que a nova lei não irá acabar com o problema da inadimplência. No entanto, representa um aliado na manutenção das escolas particulares. As escolas são empresas e precisam de receita para sobreviver, afirmou. O Sinepe não dispõe de números oficiais sobre a inadimplência em Curitiba. Baseada em estatísticas da Secretaria estadual da Educação, a presidente calcula que a média de fechamento de escolas é de duas por mês. O setor mais afetado é o da educação infantil.





