Uma equipe de médicos-legistas da Polícia Civil deve realizar hoje, em Medicilândia (PA), a exumação do corpo do sindicalista Ademir Alfeu Federicci, assassinado a tiros no último sábado, em Altamira (740 km de Belém). O delegado que preside o inquérito, Carlito Martinez, solicitou ontem à Comarca de Altamira autorização para a exumação.

De acordo com a primeira avaliação da polícia da cidade, Federicci foi morto dentro de sua casa porque reagiu a um assalto. De acordo com Leônidas dos Santos Martins, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Altamira, no entanto, a morte do sindicalista pode estar ligada à vingança de empresários denunciados por escândalos da extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ladrões de veículos e madeireiros acusados de invadir áreas indígenas.

Para lideranças sindicais, além de a morte ter sido encomendada, a equipe da Polícia Civil de Altamira foi negligente ao retirar o corpo do local do crime sem antes ter buscado colher possíveis provas dos assassinos.

''A Polícia Federal continuará no aguardo e só entrará para encabeçar o caso, se houver uma requisição do Ministério Público Federal'', afirmou ontem o delegado da PF Hélbio Dias Leite, que coordena em Altamira uma operação que vai abrir 48 inquéritos contra empresários que desviaram recursos da Sudam.

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