Legistas alagoanos dizem que nova perícia é uma peça política
PUBLICAÇÃO
domingo, 18 de maio de 1997
Das agências 
Os peritos alagoanos responsáveis pelos primeiros laudos sobre as mortes de Paulo César Farias e da namorada Suzana Marcolino afirmaram ontem que o laudo da nova equipe de peritos designada pela Justiça para refazer a perícia são é peça política. Não há outra versão possível para o caso que não seja a do crime passional. Nós, pequenos, estamos no meio da briga das estrelas Badan Palhares e do Daniel Munhoz, inimigos desde os problemas que envolveram a divulgação do caso Mengele, afirmou o legista Gerson Odilon.
Segundo ele, o laudo é político porque diz apenas que não foi suicídio, sem apresentar outra versão para as mortes. Quero que eles digam o que aconteceu, então, desafiou Odilon.
Os legistas e criminalistas alagoanos que trabalharam no caso se reuniriam na noite de hoje para redigir uma nota oficial de protesto contra o trabalho da nova equipe de peritos.
Para o delegado Cícero Torres, que presidiu o inquérito policial sobre o caso, o novo laudo é muito evasivo e apresenta divergências políticas entre diferentes escolas de perícia e Medicina Legal. Sobre isso eu não discuto, afirmou Torres, comentando apenas que o laudo assinado por ele e por Badan Palhares pelo menos foi mais corajoso ao defender a tese de crime passional.


