Os peritos alagoanos responsáveis pelos primeiros laudos sobre as mortes de Paulo César Farias e da namorada Suzana Marcolino afirmaram ontem que o laudo da nova equipe de peritos designada pela Justiça para refazer a perícia são ‘‘é peça política’’. ‘‘Não há outra versão possível para o caso que não seja a do crime passional. Nós, pequenos, estamos no meio da briga das estrelas Badan Palhares e do Daniel Munhoz, inimigos desde os problemas que envolveram a divulgação do caso Mengele’’, afirmou o legista Gerson Odilon.
Segundo ele, o laudo ‘‘é político’’ porque diz apenas que não foi suicídio, sem apresentar outra versão para as mortes. ‘‘Quero que eles digam o que aconteceu, então’’, desafiou Odilon.
Os legistas e criminalistas alagoanos que trabalharam no caso se reuniriam na noite de hoje para redigir uma nota oficial de protesto contra o trabalho da nova equipe de peritos.
Para o delegado Cícero Torres, que presidiu o inquérito policial sobre o caso, o novo laudo é muito evasivo e apresenta divergências políticas entre diferentes escolas de perícia e Medicina Legal. ‘‘Sobre isso eu não discuto’’, afirmou Torres, comentando apenas que o laudo assinado por ele e por Badan Palhares pelo menos foi mais corajoso ao defender a tese de crime passional.

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