A Assembléia Legislativa retomou ontem pela manhã, com um quórum minguado, o período extraordinário. Os poucos deputados que compareceram à sessão foram avisados já na chegada que somente na segunda-feira é que haverá votação. O dia ontem foi reservado para a leitura da ata. O presidente da Casa, Aníbal Khury, aproveitou a tranquilidade para promulgar a lei aprovada durante o governo Paulo Pimentel (PFL) que implanta uma Caixa Econômica Estadual no Paraná.
O governador Jaime Lerner (PFL) não quis sancionar o dispositivo que atualizava o aporte inicial, em R$ 100 milhões, para o funcionamento da nova instituição financeira. Com base numa resistência do Banco Central em conceder licença para o funcionamento. Khury disse ontem que vai encaminhar para o BC a lei promulgada por ele mesmo. ‘‘O Banco Central precisa ter a lei para se manifestar’’, observou o deputado. Ele não quis comentar a decisão do governador.
‘‘Ele (Lerner) devolveu o projeto por razões de Estado’’, ironizou. Khury acha que a implantação da Caixa Econômica Estadual pode ser uma alternativa ao Banestado, que caminha para a privatização. ‘‘O novo banco pode atender os servidores, pequenos investimentos, pode acomodar funcionários que venham a ser dispensados com a privatização’’, tem dito o deputado. Ele esperou por quase dois meses a manifestação de Lerner. ‘‘Ele fez como Pilatos. Como eu não sou, promulguei’’, resumiu.
A autorização para o governo se desfazer de todas as suas ações no Del Paraná, o braço do Banestado no Paraguai; a alteração da lei que criou a Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec); e uma nova mensagem que mexe na lei que instituiu a Agência de Desenvolvimento são os itens da pauta da semana que vem. A base governista pretende liquidar as matérias na segunda e terça-feira. Para depois disso, retomarem o recesso, que será formalizado somente a partir do dia 16, quando termina o período extraordinário. (L.D)

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