Os seis vereadores de Londrina que foram intimados para depor ontem no Ministério Público (MP) na investigação que apura suposta ingerência do Executivo na Câmara, negaram terem sido assediados com a oferta de pagamento de propina para apoiarem os projetos enviados pela Prefeitura de Londrina. Prestaram depoimentos, como testemunhas, Roberto Kanashiro e Gerson Araujo, ambos do PSDB, Roberto Fú (PDT), Marcelo Belinati e Joel Garcia (PP) e Eloir Valença (PHS).
Garcia, disse que o favorecimento de parlamentares que votam com o Executivo é ''notório''. ''Com certeza, é notório, a mãe do Rodrigo Gouvêa tem cargo no Executivo, mas com relação a dinheiro nunca ouvi.'' A mãe de Gouvêa, Altina Gouvêa é secretária municipal do Idoso. Sobre a suposta corrupção ativa praticada pelo ex-secretário de governo Marco Cito e pelo empresário e chef gourmet, Ludovico Bonato, Garcia afirmou não ter nenhum conhecimento, além do que denunciou Amauri Cardoso (PSDB).
Já Kanashiro afirmou que o correligionário que levou a denúncia ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), nunca comentou sobre o suposto assédio e tentativa de suborno. Kanashiro disse ter esclarecido, em seu depoimento, sobre o trâmite das propostas do Executivo referentes à manutenção da Lei da Muralha e ao perdão de dívidas de ISS da Unopar. Ambos os projetos foram citados pelo vereador Amauri quando denunciou a tentativa de compra de votos por pessoas ligadas ao prefeito Barbosa Neto. ''O conhecimento que eu tive foi no dia em que foi desencadeado o procedimento pelo Gaeco (terça-feira)'', informou Kanashiro. (E.F.)

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