Legendas miram crescimento e aumento do fundo partidário
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
Denise MadueÀo<br>Agência Estado 
Brasília - Em recesso, os deputados se dedicam às campanhas eleitorais. Dos 513 deputados, 421 (82%) tentarão a reeleição e 33 (6,43%) querem se tornar senadores. Enquanto 88,4% dos parlamentares correm atrás do voto, os partidos fixam metas ambiciosas na tentativa de eleger as maiores bancadas, porque isso definirá a força da legenda diante do novo governo.
O número de deputados eleitos e a quantidade de votos dados à legenda nas eleições para a Câmara definirão o tamanho dos partidos para efeito de distribuição proporcional do dinheiro do fundo partidário e do uso do horário eleitoral gratuito na TV. Essa distribuição valerá para os próximos quatro anos e são moedas fortes em alianças e composição com o Planalto.
Antes mesmo de os votos caírem nas urnas, o PMDB e o PT estão convictos de que elegerão o próximo presidente da Câmara. Os candidatos já estão postos: Henrique Eduardo Alves (RN), caso o PMDB eleja a maior bancada, e Cândido Vaccarezza (SP), se o PT for o vencedor. O líder do PMDB, Henrique Alves, considera que o partido sairá na frente, elegendo de 95 a 100 deputados.
As eleições de 2006 elevaram o PMDB à posição de maior partido, com 89 deputados. Com o troca-troca de legendas, a bancada tem hoje 90 parlamentares na Câmara, o que o mantém na condição de maior partido. ''O PMDB tem grande força nos Estados e muitos candidatos a governador, o que fortalece a formação das bancadas legislativas, mais do que provoca repercussão nacional'', diz Henrique Alves.
Onda Lula
No PT, a intenção é aumentar a bancada atual de 79 deputados com mais 10 ou 15 eleitos. ''Temos expectativa de um leve crescimento da bancada com base no trabalho que o PT vem fazendo no Congresso'', avalia o petista Vaccarezza. ''O fato de Lula ser filiado ao PT ajuda a bancada.''
O deputado José Genoino (PT-SP) também considera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz a diferença quando o assunto é voto no partido. Com a popularidade alta, ter Lula como cabo eleitoral pode render os votos necessários para ultrapassar o aliado PMDB na Câmara. ''Recente pesquisa eleitoral mostra que o PT tem 28% da preferência nacional. O partido pode ficar maior do que o PMDB'', afirma Genoino.
A entrada de Lula na campanha pelo voto no número 13 não é assunto fácil de ser tratado pelos partidos aliados. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, diz que não há discussão sobre isso. ''No momento certo, o presidente fará campanha para os aliados'', esquiva-se. A pretensão de evoluir na esteira do crescimento do País é disseminada entre as legendas da base do governo.
Com uma bancada de 27 deputados, o PSB calcula quase dobrar de tamanho nesta eleição. ''Esperamos eleger de 40 a 50 deputados'', diz o deputado Márcio França (PSB-SP), secretário nacional do partido. O PSB aposta fichas no vereador de São Paulo Gabriel Chalita, candidato a uma vaga de deputado federal, para puxar mais votos para a legenda e eleger com ele mais parlamentares. França acredita que ele poderá ser o mais votado em São Paulo.
O partido também pôs como puxadores de votos os candidatos e ex-jogadores de futebol Marcelinho Carioca e Romário.


