''Legalidade'' sai em defesa de Belinati
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sábado, 03 de junho de 2000
Lucilia Okamura De Londrina 
Protesto e apelo para os meios de comunicação divulgarem as atividades do recém-criado Movimento pela Legalidade a favor da recondução do prefeito afastado Antonio Belinati (PFL). Este foi o tema principal de uma manifestação ontem de manhã, que contou com a presença de cerca de 150 pessoas, vindas de diversos bairros carentes de Londrina. Apesar dos organizadores negarem, o ato contou com o apoio de assessores e funcionários da prefeitura e da Sercomtel.
De manhã, cinco ônibus, kombis e vans passaram pelos bairros para transportar moradores que participaram do protesto, na área central. Os manifestantes fizeram um ato em frente à TV Coroados, seguiram para o Jornal de Londrina e, por fim, se concentraram em frente à Folha de Londrina/Folha do Paraná.
O povo unido jamais será vencido e O rico fica cada vez mais rico e o pobre fica cada vez mais pobre. Estas foram as frases mais comuns que os manifestantes gritavam. Faixas a favor de Belinati, balões brancos e apitos também foram usados pelos moradores.
Como em outras manifestações pró-Belinati, muitas pessoas presentes não sabiam o motivo do ato. Passaram lá perto de casa e vim pra cá porque gosto de festa, disse Ederval Faustino, morador do Jardim Maracanã.
A vendedora Elizabeth Loureiro Oliveira, moradora do distrito de Irerê, disse que ficou sabendo pela manhã do protesto e resolveu aparecer para dar uma força a Belinati. Sobre as denúncias de corrupção em que o prefeito afastado é apontado como principal responsável, a dona-de-casa disse que ele não é o único culpado. Todo mundo tem culpa, mas só falam dele, reclamou. Belinati está envolvido no chamado escândalo AMA-Comurb.
Oficialmente, os organizadores do movimento são os líderes comunitários de vários bairros. Mas fontes da Folha admitiram que a ex-chefe de gabinete de Belinati, Sandra Graça, cuidou da organização da manifestação.
Era visível também que assessores e funcionários da prefeitura e da Sercomtel não estavam no ato apenas comos espectadores. Um velho conhecido de solenidades da prefeitura, que não quis se identificar, organizava a entrada e saída dos moradores do ônibus. Sou apenas colaborante do movimento, afirmou, enquanto segurava papel do trajeto percorrido pelos manifestantes.
O superintendente da Acesf, Marcos Colli, também esteve presente. Estava cortando o cabelo aqui perto, só estou passando, mas achei (o protesto) bonito, desconversou. Apesar de estar só passando, ele ficou vários minutos parado, conversando com os moradores e funcionários municipais.
Os líderes do movimento insistiram que o pagamento do transporte dos moradores foi dividido entre eles. Eu dei R$ 400,00 do meu próprio bolso para pagar os ônibus, afirmou Erão Mangabeira, morador do Jardim Maracanã.


