Curitiba - A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2008, enviada à Assembléia Legislativa pelo Governo do Estado em meados de abril, pode voltar para as mãos do Executivo antes mesmo de chegar ao plenário. É que o deputado Ademar Traiano (PSDB) alega que o Governo do Estado esqueceu de acrescentar na LDO ''as metas e as prioridades'', conforme prevê o artigo 165 da Constituição Federal e o artigo 133 da Constituição Estadual. Traiano sugere que a LDO volte para a Secretaria de Estado de Planejamento antes de receber emendas dos parlamentares.
A discussão sobre o requerimento do tucano solicitando a devolução da LDO foi adiada para amanhã. É que o tucano não compareceu ao plenário, ontem, para defender sua proposta. Até lá, o líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), a pedido do presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), se comprometeu a entrar em contato com a Secretaria de Estado de Planejamento para verificar a questão. A previsão de orçamento do Estado para o próximo ano ficou em torno de R$ 18 bilhões. A LDO é uma lei ordinária, com validade para apenas um ano, que estabelece as regras para a distribuição de recursos orçamentários do ano seguinte.
Ontem a assessoria de imprensa do Tribunal de Contas (TC) do Estado informou que o Governo do Estado entregou, na última sexta-feira, sua prestação de contas relativa ao exercício de 2006. O relator das contas será o conselheiro Henrique Naigeboren. A partir da análise das contas, o TC elabora um parecer técnico que segue para a Assembléia Legislativa.

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