L¡der do PMDB diz que Lerner quer engessar governo Requião
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quinta-feira, 05 de dezembro de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A equipe técnica do PMDB recomendou a rejeição da proposta aditiva ao Orçamento 2003, encaminhada à Assembléia Legislativa pelo governador Jaime Lerner (PFL). Lerner quer remanejar R$ 95 milhões, basicamente para garantir a continuidade de obras no Interior. O líder do PMDB na Assembléia, Nereu Moura, disse que essa atitude, além de ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), vai engessar o governo Requião.
''O Jaime Lerner não vai governar no mandato do Requião'', protestou. Na avaliação do peemedebista, esse aditivo seria um mecanismo encontrado pelo atual governo para jogar nas mãos de Requião a responsabilidade pelo pagamento de convênios.
Segundo Moura, que consultou o futuro secretário da Fazenda, Heron Arzua, a orientação da equipe técnica é barrar essa proposta já na Comissão de Orçamento, na segunda-feira, onde Moura calcula ter maioria para vetar o aditivo.
O relator do orçamento e líder governista, Durval Amaral (PFL), diz que sua disposição é acatar tanto os pedidos do governo quanto do PMDB, que pediu mais R$ 45 milhões para os programas de Requião. Mas Amaral já avisou que terá dificuldades. Ele está fazendo uma verdadeira ginástica financeira para tentar acomodar, da melhor forma possível, R$ 81 milhões em emendas de deputados, R$ 95 milhões do Palácio Iguaçu e R$ 45 milhões dos peemedebistas. ''Estamos depurando tudo isso, para ver de onde sairão os cancelamentos'', declarou Amaral.
A proposta orçamentária foi fixada em R$ 12,9 bilhões para o ano que vem, e as mudanças propostas precisam ser feitas dentro desse total, através de remanejamento de recursos. A votação no plenário deve acontecer nos dias 10, 11 e 12 deste mês.


