O trabalhador rural Cícero de Almeida Pedroso, 35, considerado a principal testemunha de acusação contra o prefeito cassado de Mariluz, padre Adelino Gonçalves (PMDB), mudou sua versão durante depoimento ontem no Fórum de Barbosa Ferraz. Ele disse que não viu o padre poucos dias antes do crime em Corumbataí do Sul, como havia afirmado antes, e admitiu que ao invés de ''tchau padre'', pode ter ouvido ''tchau cumpadi'' ou tchau Fábio''.
O novo depoimento foi feito a pedido do Tribunal de Justiça, que anulou a primeira declaração de Pedroso. No primeiro depoimento, o lavrador disse que viu o padre Adelino conversando com o ex-sargento José Lucas Gomes, autor confesso dos disparos que mataram, em fevereiro, o vice-prefeito Aires Domingues e o presidente do PPS de Mariluz, Carlos Alberto de Carvalho. O padre ficou 148 dias preso em Curitiba.
Adelino acompanhou o depoimento junto com um de seus advogados, Elizeu Auth. Na frente do prefeito cassado, Pedroso afirmou que a pessoa que estava dentro do carro conversando com Gomes era ''mais franzina'' que o padre. A testemunha também disse que não se recorda de ter visto o padre em Corumbataí do Sul poucos dias antes dos assassinatos de Mariluz.
''Estou saindo daqui bem mais tranquilo. Sabia que, frente a frente, a história contada seria outra'', disse padre Adelino. Para o advogado do prefeito cassado, as afirmações do lavrador foram decisivas para que seja comprovada a inocência do padre no caso.
Padre Adelino foi cassado em agosto pela Câmara de Vereadores de Mariluz, acusado de irregularidades na compra de pneus e na contratação de médicos. Novas eleições serão realizadas no município em dezembro.

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