Lava Jato: réu tem processo suspenso
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quinta-feira, 04 de setembro de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Em meio a uma série de colaborações espontâneas e possíveis avanços em direção a delações premiadas, uma das dez ações penais da Lava Jato em andamento na Justiça Federal do Paraná foi suspensa ontem, após o Ministério Público Federal (MPF) propor um acordo de suspensão condicional do processo ao réu Carlos Alexandre de Souza Rocha. Ele é o único citado na ação que trata de diversas operações de câmbio no mercado negro no período entre 2009 e 2014, caracterizando operação de instituição financeira irregular, e iria ser interrogado na tarde de ontem, na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba.
Pela proposta, Rocha fica obrigado, pelo período de dois anos, a cumprir determinadas condições, sob pena de revogação da suspensão. Caso todos os requisitos do acordo sejam cumpridos durante o período estipulado, o processo será arquivado. Carlos foi detido no dia 17 de março, quando a operação foi deflagrada, e teve a prisão revogada no dia 23 de abril, mediante cumprimento de medidas cautelares.
A proposta prevê o comparecimento bimestralmente e pessoalmente à Justiça Federal de Itajaí (SC), onde possui domicílio, para comprovar ocupação e informar suas atividades, sendo a primeira apresentação no mês de novembro. Além disso, Carlos fica proibido de mudar de endereço sem obter autorização do juízo e proibido de se ausentar de sua residência por mais de 30 dias sem prévia autorização da Justiça.
Também está previsto o pagamento de prestação pecuniária no valor total de R$ 100 mil, no prazo de cinco meses, em prestações iguais, a partir de fevereiro de 2015, que serão posteriormente distribuídos a entidades beneficentes. Rocha também deverá, ao final dos dois anos, apresentar a certidão negativa de antecedentes criminais da Justiça Estadual de seu domicílio. A FOLHA tentou contato com o advogado de Rocha, mas não obteve retorno até o fechamento da edição. O MPF e a Justiça Federal também foram procurados, mas ninguém quis se manifestar.


