Lava Jato pede condenação de suposto operador de Beto Richa
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sábado, 13 de julho de 2019
Reportagem local 

A força-tarefa da Lava Jato apresentou nesta semana as alegações finais da denúncia de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a PPP (Parceria Público Privada) para exploração e duplicação da rodovia PR-323 (localizada no Noroeste do Estado). Este é o primeiro processo envolvendo desvios no governo paranaense cuja instrução foi encerrada. As provas que embasam a acusação revelaram o pagamento de propinas pela Odebrecht para obter favores ilegais nas obras da rodovia entre os municípios de Francisco Alves e Maringá em 2014, cujo valor era de R$ 7,2 bilhões.
Nesta ação, o ex-governador Beto Richa (PSDB) não figura como réu, embora tenha sido denunciado em outra ação da Operação Piloto. O MPF (Ministério Público Federal) pediu a condenação de 10 pessoas: Jorge Atherino, apontado como operador (intermediário que gerenciava as propinas) do ex-governador; Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete de Richa; Adolpho Julio da Silva Mello Neto, Benedito Junior, Fernando Migliacchio, Luciano Pizzatto, Luiz Antônio Bueno Junior, Luiz Eduardo Soares, Maria Lucia Tavares e Olívio Rodrigues Junior.
Além da prisão, o documento prevê um valor mínimo para reparação de dano de R$ 4 milhões. A denúncia destacou que provas colhidas na investigação demonstram que, embora os valores tenham sido solicitados como se fossem “ajuda da campanha”, o dinheiro foi usado como contrapartida da venda da função pública e para o enriquecimento dos agentes públicos. Dentre eles estava o próprio Roldo que, em 2014, depositou R$ 90 mil em espécie, de forma fracionada, em conta corrente que controlava.
A Lava Jato narra ainda que executivos da Odebecht procuraram o então chefe de gabinete do governador, Deonilson Roldo, e solicitaram apoio para afastar eventuais concorrentes na licitação da PPP para exploração e duplicação da PR-323. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos réus.


