Lava Jato pede alienação de imóvel de luxo de ex-diretor do DER
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sexta-feira, 20 de abril de 2018
Reportagem local 

A força-tarefa Lava Jato do MPF (Ministério Público Federal) no Paraná apresentou à Justiça Federal na quinta-feira (19) pedido de alienação antecipada do apartamento de luxo do ex-diretor-presidente DER (Departamento de Estradas e Rodagem) Nelson Leal Júnior em Balneário Camboriú (SC), sequestrado pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba durante a deflagração da Operação Integração.
A acusação aponta que a aquisição do apartamento teria ocorrido de forma oculta, com pagamentos de aproximadamente R$ 500 mil em espécie. A compra do imóvel, na denúncia oferecida no ínicio deste mês, foi descrita como um ato de lavagem de dinheiro praticado por Leal.
De acordo com os procuradores, o fato de o réu ter sido exonerado dos cargos que ocupava compromete sua renda e, consequentemente, põe em risco a manutenção do imóvel. Como o apartamento foi sequestrado pelo juízo, o MPF entendeu que há risco de deterioração do bem, o que pode comprometer a futura reparação do dano. Por isso, apontou-se a necessidade de sua imediata alienação.
Nelson Leal Júnior é apontado como o principal responsável pelo esquema fraudulento no órgão estatal. Conforme aponta a denúncia, ao mesmo tempo em que viabilizava os aditivos favoráveis à concessionária Econorte, Leal apresentou incremento patrimonial incompatível com seus rendimentos, usando recursos em espécie para aquisição do apartamento de luxo em questão. Segundo a acusação, Leal recebeu, entre 2013 e 2016, mais de R$ 2 milhões em depósitos sem comprovação de origem nas contas-correntes que controlava.


