Curitiba - Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba apresentaram denúncia à Justiça Federal ontem contra o ex-senador Gim Argello (PTB-DF), o empresário Ronan Maria Pinto e outras 18 pessoas suspeitas de envolvimento em pagamentos de propinas por empreiteiras com contratos com a Petrobras.
Segundo as investigações, Argello e pessoas de sua confiança cobraram propina de empresas entre abril e dezembro de 2014 para evitar que empreiteiros fossem convocados a depor na CPI do Senado e na CPMI no Senado e na Câmara que apurava corrupção em contratos da Petrobras.
Além deles, estão sendo denunciados os empreiteiros Marcelo Odebrecht, da holding Odebrecht, Ricardo Pessoa, da UTC, Léo Pinheiro, da OAS, e executivos dessas construtoras.

MENSALÃO
Já no caso de Ronan Maria Pinto, os investigadores apontam que houve crime de lavagem de dinheiro envolvendo cerca de R$ 6 milhões, por meio de um empréstimo fraudulento com o banco Schahin. O valor equivale a metade dos R$ 12 milhões pedidos em empréstimo pelo pecuarista José Carlos Bumlai, que figurou como intermediário do PT.
A suspeita é de que os valores tenham sido usados para comprar o silêncio de Ronan sobre fatos relacionados à morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), assassinado em 2002.
Três condenados pelo Supremo Tribunal Federal no mensalão também são alvos da denúncia: Marcos Valério de Souza, pivô do escândalo, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, e o doleiro Enivaldo Quadrado.
Ronan Maria Pinto foi preso no dia 1º de abril, na 27ª fase da Lava Jato, chamada Carbono 14, que também prendeu o ex-tesoureiro do PT Silvio Pereira.
Argello foi preso na 28ª fase, denominada de Vitoria de Pirro – dois assessores foram presos, e seu filho Jorge Argello Junior e executivos da OAS foram conduzidos compulsoriamente à delegacia.

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