Laudo mostra que crime ocorreu em Curitiba
O laudo pericial com a investigação em Nova Iorque é considerado pelo Ministério Público Federal como um divisor de águas na investigação de lavagem de dinheiro, pois evidencia que Foz foi usada como bode expiatório e coloca Curitiba como reduto onde o crime fora consumado.
Para o MPF, a partir das provas recolhidas durante a perícia é possível imputar graves indícios contra diretores, gerentes e funcionários curitibanos do Banestado, Banco Araucária e até uma certa conivência dos diretores do Banco Central.
Segundo o órgão, a conexão é enquadrada como gestão fraudulenta (artigo quatro da lei 7492/86), crime classificado como bem mais sério entre os ilícitos financeiros, com pena prevista de três a 12 anos de prisão. A prática seria mais grave até que o envio ilegal de recursos ao exterior.
Existem fortes indícios de que as remessas ao exterior eram oriundas de contrabando, desvio de verbas federais, corrupção, narcotráfico, tráfico de armas e caixa dois, entre outros crimes. Além de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal, os envolvidos também foram indiciados por formação de quadrilha e outros ilícitos (A.P.).





