Curitiba Laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), de Porto Alegre, confirma que o corpo enterrado em Curitiba em setembro de 1998 é do ex-diretor da Banestado Leasing e ex-secretário de Esportes Oswaldo Luiz Magalhães dos Santos. A informação foi confirmada ontem pela Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Sul. Os exames devem chegar no início de janeiro às mãos do juiz da 2 Vara Criminal Federal, Sérgio Moro.
O pedido de exumação do corpo do ex-secretário partiu da CPI do Banestado na Assembléia Legislativa, que já encerrou seus trabalhos. A informação sobre o corpo do ex-diretor foi divulgada sábado pelo jornal Zero Hora.
Durante os depoimentos na CPI, os deputados ficaram com dúvidas sobre a identidade do corpo e resolveram pedir à Justiça uma autorização para a exumação. O juiz Sérgio Moro deu o aval judicial para o processo de exumação, que foi feito no dia 22 de novembro por peritos do IGP na presença da Polícia Federal. O laudo teria sido encaminhado na última sexta-feira para a PF em Brasília.
A CPI pediu à Justiça Federal que autorizasse o procedimento depois de constatar que o Instituto Médico-Legal (IML) regional não fez os exames de praxe no cadáver: de arcada dentária e de impressões digitais.
O ex-secretário, conhecido como Osvaldinho, morreu em um acidente de automóvel próximo a Palmeira (40 km ao sul de Ponta Grossa), no feriado de 7 de setembro de 1998. O corpo ficou bastante desfigurado e foi reconhecido por amigos. Ele fazia parte das investigações do Ministério Público (MP) sobre prejuízos de aproximadamente R$ 600 milhões causados ao Banestado, por causa de empréstimos realizados a empresas que não tinham condições de honrar o pagamento.
O relator da CPI do Banestado, Mário Sérgio Bradock (PMDB), disse que ainda não foi comunicado oficialmente sobre os exames e não sabe qual é o resultado. Segundo ele, o laudo deve seguir direto para as mãos do juiz Sérgio Moro, depois para a CPI e só então será divulgado. Bradock disse que por enquanto o que há é especulação. A Folha não conseguiu contato ontem com o advogado da família de Osvaldinho, Claudio Colaço, para comentar o assunto. (Com Agência Estado)

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