Brasília - Investigação do Senado concluiu que as escutas nos senadores não foi feita dentro do Congresso. De acordo com laudo técnico preliminar divulgado ontem, não houve violação da central telefônica do Senado nem indícios de escuta ambiental. O laudo foi entregue ontem pela Polícia Legislativa ao presidente Garibaldi Alves (PMDB-RN).
De acordo com o diretor da polícia legislativa da Casa, Pedro Araújo, chegou-se a esta conclusão por meio da varredura nos gabinetes dos senadores supostamente grampeados e pelas perícias técnicas realizadas nos equipamentos da central telefônica. Araújo explicou que a avaliação é preliminar porque aponta apenas o resultado do trabalho interno e não o da Polícia Federal, igualmente encarregada de checar a origem do grampo que flagrou a conversa do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). ''Os indícios apontam que o grampo foi feito fora do Senado'', informou Araújo.
Além do gabinete de Demóstenes, foram feitas varreduras nos gabinetes de Garibaldi e dos senadores Tião Viana (PT-AC), Alvaro Dias (PSDB-PR), Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).
A Polícia do Senado possui equipamentos de varredura e periodicamente são feitos rastreamentos. Mesmo assim, depois do escândalo da interceptação de Demóstenes, os senadores passaram a evitar conversas mais demoradas ao celular.

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