Curitiba - O Conselho Econômico e Administrativo da Polícia Militar programou para o ano de 2000 a compra de 17 mil novas jaquetas. A programação foi feita após a aprovação das contas e do orçamento dos recursos arrecadados para a compra de uniformes.
No entanto, em abril de 1999, sem que fosse consultado o conselho, o então comandante da PM Luiz Fernando de Lara autorizou a compra de jaquetas da Power Brands Comércio, Importação, Exportação e Representação Ltda. Seriam jaquetas importadas da Coréia do Sul. No dia 19 de abril, foi feito o primeiro cheque nominal à empresa, no valor de R$ 350 mil.
Em maio, Lara foi viajar com a família do dono da Power Brands, George Pantazis. Eles teriam ido ao exterior. No dia 1º de junho, outro cheque, no valor de RS$ 130 mil, teria sido emitido à empresa. A transação só teria sido conhecida pelos integrantes do conselho no dia 12 de julho. Os conselheiros desaprovaram os adiantamentos. No dia 21 de julho, a empresa Power Brands devolveu o valor do último empréstimo, com juros de 1,5%.
No dia 9 de agosto, na reunião do conselho, os coronéis teriam aprovado efetivamente a compra de jaquetas, mas com a exigência que fosse por meio de licitação pública, o que não ocorreu. A compra efetiva de um total de 3,5 mil jaquetas – equivalente ao valor já adiantado – foi feita em outubro.
No dia 15 do mesmo mês, o coronel Ivo Matickoski, que comunicou a compra das jaquetas sem licitação, foi exonerado do cargo de diretor de finanças. No dia 19, os coronéis Justino Sampaio Filho e Walter Cardoso Aguiar também foram afastados. O desfecho das denúncias foi a demissão do coronel Lara, em 26 de outubro.

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