Durban, África do SulO presidente sul-africano, Thabo Mbeki, inaugurou ontem a primeira cúpula de um novo organismo continental, a União Africana (UA), que acontece em Durban, no leste da África do Sul. ''Devemos romper nossa inércia. A África precisa renascer'', disse Mbeki na sessão inaugural para mais de meia centena de líderes do continente que participam da conferência que marca para a África a transição entre a era da libertação e a de sua integração com o resto do planeta.
Inspirado na União Européia (UE), o novo organismo pan-africano substitui a Organização para a Unidade Africana (OUA), que em seus 39 anos de existência impulsionou a descolonização mas não atingiu seu propósito de que o continente mais pobre defendesse seus interesses ''com uma só voz''.
À imagem e semelhança do realizado pela UE no Velho Continente, a UA tem o objetivo de ultrapassar as fronteiras para instaurar um espaço único entre os 53 estados membros, no que o secretário-geral da ONU, o ganês Kofi Annan, disse que era o maior desafio do continente no século XXI. Annan incentivou os participantes para que façam ''o necessário'' a fim de apagar a imagem de que a África está em uma ''permanente crise''.
Devido aos enormes obstáculos que as guerras, as doenças e a miséria delineiam a curto prazo, as principais expectativas do novo organismo se centram no impulso que a conferência possa dar à Nova Associação para o Desenvolvimento da África (Nepad, em inglês).

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