O procurador de Justiça Bruno Galatti, que atuava em Londrina como promotor no caso Ama/Comurb, lamentou a demora de uma decisão judicial, mas demonstrou satisfação com o fato de o juiz reconhecer os atos de improbidade. "Foi um caso que marcou a cidade e uma decisão judicial tem sempre um efeito pedagógico, mas, lamentamos a demora na tramitação do processo", disse Galatti, lembrando que se trata apenas da primeira instância judicial. Cabe recurso a todos os réus e o processo pode se arrastar por anos no Judiciário.
A defesa de Azzolini já adiantou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça (TJ). "Vou sustentar que meu cliente era secretário de governo e não fazia parte da administração indireta e, portanto, não ordenava despesas e não autoriza pagamentos", disse Omar Baddauy. "Já obtivemos várias absolvições com este argumento."
Júlio Bittencourt, que é advogado em seu próprio processo, disse que não conhece a sentença. "Estou tomando ciência pela reportagem e por isso não tenho nada a declarar." Edson Cruz, que também advoga em causa própria, afirmou que não acompanha o processo. "Colaborei com o Ministério Público nas investigações, mas, quem tem que devolver o dinheiro desviado é o Belinati." Cruz foi condenado a devolver os recursos desviados solidariamente com os outros réus e a multa civil correspondente a 20% do valor do dano. A reportagem da FOLHA deixou recado a todos os advogados dos demais réus, mas nenhum deu retorno até o fechamento da edição. (L.C.)

mockup