Maringá - O corregedor da Polícia Civil, Idelberto Lagana, deve concluir até o final desta semana o inquérito dos seis policiais e um advogado suspeitos de envolvimento em extorsão para liberar dois integrantes da quadrilha que sequestrou e matou o prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel (PT). Segundo Lagana, faltam detalhes no inquérito, como o levantamento dos bancos e da operadora de telefone para detectar ligações entre os envolvidos.
Os policiais são acusados de terem recebido propina para liberar Ivan Rodrigues da Silva, conhecido como ‘‘Monstro’’ e Elcyd Oliveira Brito. Eles teriam sido presos pela polícia de Maringá no dia 31 de janeiro e liberados dois dias depois. Monstro mantém família em Sarandi (7 km de Maringá) e foi condenado a cinco anos por roubo.
Segundo Lagana, os indícios apontam para crimes de prevaricação á–como funcionários públicos os policiais deixaram de cumprir a função– e de abuso de autoridade. O prazo final de entrega do inquérito termina na segunda-feira. Além do inquérito, a Corregedoria da Polícia Civil abriu processo administrativo e disciplinar contra os policiais. O objetivo é detectar o envolvimento de delegados no caso porque os policiais conseguiram manter por dois dias na cadeia os integrantes da quadrilha. Monstro e Elcyd Brito estão desaparecidos.

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