Laden pede que a luta continue
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2001
France Presse 
Doha- O terrorista Osama bin Laden pediu aos islamitas que continuem a ''Jihad (guerra santa)'' contra os Estados Unidos e atinjam sua economia, em um vídeo divulgado ontem pela rede de televisão Al Jazira.
''É importante continuar a Jihad contra os Estados Unidos no plano militar e econômico'', declarou Bin Laden, o homem mais procurado do planeta.
Desde os atentados de 11 de setembro, ''continua a hemorragia da economia (norte-americana), mas precisamos de novos ataques'', disse, incentivando seus partidários espalhados por todo o mundo a atacarem ''os setores fundamentais da economia do país''.
''É muito importante se concentrar no fato de atingir a economia norte-americana por todos os meios possíveis'', insistiu, acrescentando que se deve ''atacar os fundamentos da sua economia, que são a base de sua potência militar''.
Bin Laden, vestido com roupa de camuflagem, comentou que ''os ataques no Afeganistão contra os mujahedines árabes e os talebans demonstraram a impotência e a fragilidade do governo dos Estados Unidos, assim como a fragilidade do soldado norte-americano''.
''Apesar de uma tecnologia militar sofisticada, eles foram incapazes de reagir sem o apoio dos renegados e dos hipócritas'', declarou ao se referir a Aliança do Norte.
A gravação, da qual o canal Al Jazira divulgou alguns fragmentos na noite de quarta-feira e esta de ontem, foi chamada por Washington de ''propaganda terrorista''.
Revelação Em seu pronunciamento, Bin Laden afirmou que os 19 autores dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos eram cidadãos de países árabes, 15 deles sauditas.
''Quinze jovens saíram do país das duas mesquitas santas'', disse em referência a Arábia Saudita, que tem as duas principais cidades santas do Islã, Medina e Meca, e de onde é originário o próprio Bin Laden.
''Outros dois (camicases) vieram dos Emirados Árabes Unidos, ''Mohamed Atta do Egito'' e ''outro, Ziad Al Jarrah, do Levante'', acrescentou sem precisar a origem exata deste último.
Bin Laden precisou também que os sauditas Salem e Nawaf Al Hazimi, assim como Khaled Al Mihdar eram oriundos de Meca, no oeste da Arábia Saudita.
O fundamentalista islâmico não identificou os demais autores dos atentados cometidos nos Estados Unidos.
Abatido O terrorista apareceu cansado, com olheiras e abatido no vídeo divulgado ontem pelo canal de televisão de Qatar, Al Jazira, diferentemente de entrevistas anteriores.
Seu braço esquerdo permaneceu quase imóvel durante os 33 minutos da fita, que, segundo a Al Jazira, foi gravada há 15 dias e levantou suspeitas sobre seu estado de saúde.
Bin Laden foi filmado em plano americano (apenas da cintura para cima).


