Kouri nega operação na conta da June
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terça-feira, 05 de agosto de 2003
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O empresário e presidente do PFL de Londrina, Farage Kouri, negou ontem que tenha utilizado a conta da June International Corporation, aberta no Banestado de Nova York, para enviar US$ 120 mil para o Banco Áudio, em Miami. A informação foi veiculada na Revista IstoÉ desta semana, que cita o nome de Kouri em uma lista de políticos que teriam operado com a agência norte-americana do Banco do Estado do Paraná para remeter dinheiro ao exterior. A conta da June foi aberta pelo doleiro londrinense Alberto Youssef, que afirmou ser o procurador da empresa.
''Todas as minhas operações são legais, inclusive declaradas para a Receita Federal. Desconheço isso, não tem nada a ver'', disse Kouri. O empresário, que foi candidato a deputado federal em 1998 e concorreu à Prefeitura de Londrina nas eleições de 2000, disse que conhece o doleiro ''como todos na cidade'', mas que nunca teria utilizado a conta da June para remeter dinheiro aos Estados Unidos. ''Não sei nem o que é isso (conta da June).'' Kouri disse que a única operação financeira com Youssef que pode ter ocorrido é no setor de câmbio. ''Pode ter tido alguma coisa, compra ou troca de dólares e nem ter sido feita por mim, talvez um funcionário na Casa de Câmbio que ele (Youssef) tinha.''
Conforme as investigações da Polícia Federal, pela conta da June teriam passado mais de US$ 650 milhões. Desse total, US$ 56 milhões teriam sido transferidos para a conta intitulada ''Tucano'', no Banco Chase, que seria movimentada por João Bosco Madeiro, ex-chefe de gabinete de Ricardo Sérgio no Banco do Brasil. Na reportagem publicada na IstoÉ, de 19 de fevereiro, Ricardo Sérgio é apontado como caixa de campanha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O advogado de Youssef, João dos Santos Gomes Filho, rebateu as informações divulgadas pela revista. ''O procurador da República (Luiz Francisco) e o delegado (José Castilho Neto, que iniciou as investigações no Banestado de NY) estão alicerçados em documentos que desconheço, como desconheço a maneira como foram obtidos. Sou forçado a acreditar no cidadão Alberto, que até outro dia era um empresário honrado, pagador de impostos.'' (Leia mais sobre o Banestado na página 3)


