Kleinubing recua e espera decisão do PFL
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segunda-feira, 07 de julho de 1997
Curitiba e agência 
O senador Vilson Kleinubing (PFL-SC) disse ontem em Curitiba que só vai se manifestar sobre a sua permanência no partido depois que os deputados estaduais Onofre Agostini e Ciro Roza decidirem se apóiam ou não o processo de impeachment que pode ser instaurado contra o governador de Santa Catarina, Paulo Afonso Vieira (PMDB-SC), na Assembléia Legislativa. O senador voltou atrás e não confirmou as declarações do final de semana, quando ameaçou sair do PFL. Estão dizendo que vou sair do partido há pelo menos três anos, brincou.
Kleinubing afirma que a sigla passa por problemas em Santa Catarina. Estes deputados precisam tomar uma posição e o povo catarinense está irritado com todo esse processo de indefinição, reclama. Segundo o senador, o partido não pode ceder aos interesses de dois ou três deputados que só estão fazendo boquinha. Ninguém quer punir ninguém por antecipação, avalia Kleinubing ao referir-se ao possível processo de impeachment contra Paulo Afonso Vieira.
Ele (governador) vai ter que vender o Palácio para se manter no cargo. As irregularidades de seu governo são tantas que ele vai cair de podre, só estes deputados que não vêem isso. Os R$ 120 milhões que deixou roubar farão falta à sua administração, criticou o senador, fazendo menção aos títulos públicos emitidos pelo governo e que hoje são investigados pela CPI dos Precatórios, da qual faz parte.
A executiva estadual do PFL entende que a diretriz partidária de votar pelo impeachment do governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) e do vice José Augusto Hulse (PMDB) foi cumprida. Com a definição, tomada em reunião ontem, o partido preserva a unidade de sua bancada estadual e evita penalidades dos deputados que, apesar de votarem com a diretriz, auxiliaram o PMDB a obstruir a sessão na qual foi votado o pedido de impeachment de Hulse. Segundo o presidente estadual da sigla, deputado Pedro Bittencourt, a diretriz foi cumprida; o comportamento é outra coisa que será discutido pela bancada.
Com este posicionamento o PFL procura esfriar os ânimos dos pefelistas catarinenses que sempre estiveram divididos em relação ao impeachment. A questão agora é como a bancada, que deve se reunir até hoje, vai absorver as vozes discordantes. O senador Vilson Kleinubing cobra uma explicação do partido. Ele foi um dos mais atuantes parlamentares da CPI dos títulos no Senado e sempre se posicionou pelo impeachment. Nunca aprovou a decisão do PFL estadual de se aliar ao governador Paulo Afonso.


