Diante de diversos pedidos de arquivamento do projeto de lei (PL) 190/2014, que atualiza a Planta Genérica de Valores (PGV) para cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e de críticas generalizadas de contribuintes cujo imposto ficaria mais caro em 2015, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), sacou uma carta da manga: propôs alterar a proposta com vistas a reduzir o valor do IPTU para 58 mil imóveis, número que representa 24,25% do total de 238.607 terrenos e áreas edificadas do município, conforme dados do próprio prefeito.
O embate entre moradores e o prefeito ocorreu em audiência pública na noite de segunda-feira da semana passada, que se estendeu até as 23h30. Segundo estimativa da Câmara Municipal de Londrina (CML), mais de 600 pessoas participaram, já que todos os lugares disponibilizados – as vagas das galerias internas e uma cobertura externa com televisões – estavam tomados.
A maioria das 60 pessoas inscritas reclamou de sua própria situação, relatando aumentos previstos acima de 80% e alegando não terem condições de pagar o novo imposto. Também argumentaram que não tiveram aumentos salariais equivalentes. Alguns disseram que seus bairros estão "abandonados", sem manutenção dos serviços públicos, como asfalto e limpeza pública, o que impediria o Executivo de majorar impostos.
A prefeitura atribui os elevados aumentos ao período de 13 anos desde a última atualização da PGV e sustenta ter feito rígida avaliação de mercado para apurar o valor real dos imóveis. No entanto, uma das propostas mais aventadas na audiência foi uma espécie de aumento escalonado, em que o percentual de reajuste seria diluído ao longo de mais de um ano. "É algo que tem de ser avaliado. Não está descartado", comentou o prefeito.


- Com a atualização de valores proposta originalmente, a estimativa de arrecadação era de R$ 85,5 milhões

- Ao todo, o projeto recebeu 40 propostas de pessoas que participaram da audiência. As sugestões também serão analisadas pelas comissões da Câmara Municipal de Londrina



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